Demolições no Pontal do Norte serão debatidas em audiência pública no dia 15 de outubro
Órgãos ambientais, Patrimônio da União, Prefeitura e comunidade foram convidados para esclarecer os procedimentos, os critérios e as alternativas para moradores e pescadores da região.
A Câmara Municipal de Itapoá realiza, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, às 19h, no Plenário da Casa, a Audiência Pública "Demolições no Pontal do Norte: proteção ambiental, pesca artesanal, direitos da comunidade e procedimentos administrativos". O encontro é aberto à população e terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Câmara.
SERVIÇO
O quê: Audiência Pública sobre as demolições no Pontal do Norte
Quando: quinta-feira, 15 de outubro de 2026, às 19h
Onde: Plenário da Câmara Municipal de Itapoá, Rua 960 Mariana Michels Borges, nº 1115, Itapema do Norte
Quem pode participar: aberta à comunidade, com a palavra franqueada aos inscritos
Transmissão: ao vivo, pelos canais oficiais da Câmara
Por que a audiência foi convocada
A audiência atende ao Requerimento nº 107/2026, dos vereadores Odinei da Silva e Valdecir Antônio Luiz da Silva, aprovado pelo Plenário na 30ª Reunião Ordinária, em 28 de setembro.
Segundo o requerimento, moradores e pescadores do Pontal do Norte vêm sendo atingidos por procedimentos administrativos ambientais que envolvem embargo, recuperação ambiental e demolição de estruturas na faixa costeira. Algumas demolições já foram executadas, e outras estruturas estão submetidas a procedimentos semelhantes. O tema envolve, ao mesmo tempo, a proteção da zona costeira e da restinga, o poder de polícia ambiental, os terrenos de marinha e a realidade das famílias que vivem da pesca artesanal.
Quem foi convidado
- Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina
- Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA)
- Superintendência do Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU/SC)
- Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA/SC)
- Prefeitura Municipal, Procuradoria-Geral do Município e Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Pesca
- Ministério Público de Santa Catarina
- Colônias e associações de pescadores, associações comunitárias e de moradores, pescadores artesanais e famílias atingidas
O que será esclarecido
Os órgãos foram convidados a responder, no que couber a cada um, entre outros pontos:
- quais procedimentos de demolição estão em andamento na região e quais critérios definem as estruturas atingidas;
- o que acontece entre a decisão administrativa e a execução da demolição, e com que antecedência os interessados são avisados;
- se há cronograma de novas demolições;
- quais as possibilidades de regularização, adequação, remoção voluntária, recuperação ambiental ou solução menos gravosa;
- como é considerado o uso das estruturas como apoio à pesca artesanal e qual o papel da União nos terrenos de marinha;
- que garantias de transparência e de manifestação prévia os atingidos têm antes de medidas irreversíveis.
Diálogo, não julgamento
A audiência não tem a finalidade de antecipar conclusão sobre a legalidade das estruturas ou dos procedimentos em curso. O objetivo é dar transparência e acesso à informação, para que a comunidade conheça os fundamentos das medidas e cada órgão explique suas competências e critérios. Tudo será gravado e registrado em ata, com os encaminhamentos adotados.











